Pular para o conteúdo principal
Arquivo

Em Guarapari, mãe pede doação de leite especial para o filho

Por Sara de Oliveira

Bernardo Alves Romão é portador de uma alergia a diversos alimentos e só pode se alimentar com uma fórmula infantil especial.

Bernardo Alves Romão. Fotos: Arquivo pessoal

Kareline Silva, moradora do bairro Aeroporto, está arrecadando latas de um leite especial para o filho Bernardo Romão, de dois anos. Desde o nascimento, a criança sofre com uma alergia múltipla, que provoca uma severa restrição alimentar. Hoje, o menino só pode se alimentar com um leite especial e uma fórmula infantil que, juntos, custam mais de R$ 400 reais e duram apenas três dias.

A mãe da criança conta que, desde os primeiros dias de vida, a família percebeu a rejeição do Bernardo ao leite materno. A partir de então, Kareline iniciou uma longa trajetória para tentar descobrir o que o filho tinha. “A gente foi em vários médicos”, conta a mãe.

Até o diagnóstico, recebido aos 7 meses, a criança apresentava reações como pele empolada, intestino preso, diarreia, dermatite, assaduras, cólicas e dificuldade para ganhar peso. De acordo com Kareline, há três meses, Bernardo estava com apenas 9kg. “Ele está abaixo do peso há mais de um ano”.

Bernardo e Kareline.

Leite de vaca, proteína, glúten, aveia, cacau, frutas cítricas. Esses são só alguns dos alimentos e substâncias que Bernardo tem alergia. Toda essa restrição alimentar faz com que a criança precise repor os nutrientes em falta no organismo.

Por isso, Bernardo começou a tomar o leite Neo Advance e Neocate LCP, formulado para portadores de alergias, além do suplemento Neoforte, feito à base de aminoácidos livres. Apesar de resolver o problema alimentar, a família encontra outro obstáculo, a falta de recursos para comprar os suplementos.

A mãe conta que o Neo Advance e Neocate LCP custam cerca de R$ 250 cada, enquanto o suplemento Neoforte tem o valor de aproximadamente R$ 185. Ambos duram apenas três dias. Kareline, que atualmente trabalha como garçonete, afirma não ter condições de manter a compra dos suplementos. “Dá quase cinco mil reais por mês”.

Diante da dificuldade, a mãe pede a doação das latas. Kareline, de 24 anos, declara que se sente incapaz com a situação da criança. “É minha obrigação como mãe dar o que ele necessita”, declara.

Para doar, os interessados podem entrar em contato com a mãe pelo telefone 27 99928-5506.

Publicidade

Matérias relacionadas

O que é dor crônica? +SOU

O que é dor crônica?

Confira o artigo do médico ortopedista Dr. Eduardo Elias Vieira para a edição 61 da revist...

+SOU