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Prefeito e secretários de Guarapari são convocados para esclarecimentos na CPI do Transporte Público

A duração da CPI, instaurada no final de fevereiro, é de 90 dias, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo prazo

Por Aline Couto
Foto: arquivo Folha.

A Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI do Transporte Público, que investiga possíveis irregularidades cometidas pela empresa responsável pelo transporte público em Guarapari, Expresso Lorenzutti, convocou o Prefeito Edson Magalhães, o Secretário de Postura e Trânsito, Luiz Cardozo, o Procurador Geral do Município, Américo Soares, e a Secretária da Fazenda, Aline Dias, para prestar esclarecimentos perante a Comissão.

De acordo com o presidente da CPI, vereador Izac Queiroz, o papel principal da investigação é apurar se realmente os problemas citados pelos usuários estão acontecendo e se a Lorenzutti está cumprindo o contrato de concessão de transporte público com a prefeitura, que também tem a responsabilidade pela qualidade dos serviços prestados. “Recebemos reclamações dos usuários com relação a atrasos nos horários dos ônibus, retirada de coletivos de circulação, ônibus sucateados e rotas que foram retiradas”.

Os vereadores da CPI; Izac Queiroz, presidente, Max Júnior, relator e Dr. Humberto, membro; começam a ouvir os depoimentos nessa quarta-feira (8). Os primeiros a serem ouvidos são o ex-servidor da Secretaria de Postura e Trânsito do município, Antônio Henrique Soares, o ex-secretário da pasta, Danilo Bastos e o ex-prefeito, Orly Gomes.

Após a primeira oitiva, a Expresso Lorenzutti está programada para ser ouvida, no dia 15, e logo depois os depoimentos do prefeito, dos secretários e do procurador, que estão previstos para acontecer no dia 22 de maio. A duração da CPI, instaurada no final de fevereiro, é de 90 dias, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo prazo. “Nós escolhemos essa questão sequencial para primeiro ouvir os servidores que já foram do município, depois a empresa responsável e por último as atuais autoridades. Serão três quartas-feiras seguidas”, explicou o parlamentar.

Sobre a presença do chefe do executivo no plenário, o presidente da CPI acredita que o prefeito não irá comparecer. “Se isso se concretizar é muito ruim porque demonstra que ele não quer esclarecer e nem resolver o problema”.

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