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Empresa afirma que agentes do rotativo estão sendo hostilizados nas ruas de Guarapari

Rizzo Park acionou o Ministério do Trabalho para orientar sobre o caso

Por Pedro Henrique Oliveira
Fotos: divulgação/Rizzo Park

A Rizzo Park, empresa responsável pelo serviço de estacionamento, afirmou que seus colaboradores estão sofrendo hostilidades nas ruas de Guarapari. A empresa acusa a prefeitura de orientar a população a não pagar a Zona Azul da cidade, o que, segundo a Rizzo, tem gerado agressões aos agentes que realizam a cobrança do serviço.

Na semana passada, a administração municipal notificou a empresa sobre o desejo de rescindir o contrato de concessão do serviço. A Rizzo tem até amanhã (07) para se manifestar oficialmente. O contrato, portanto, segue em vigência.

No entanto, em diversos pontos da cidade é possível encontrar as placas indicativas de horários e valores do rotativo retiradas à força e deixadas nas calçadas.

Em comunicado enviado à reportagem, a Rizzo Park afirmou que acionou o Ministério do Trabalho para suporte e orientação sobre as melhores práticas a serem adotadas contra a hostilidade aos colaboradores da empresa.

“A prefeitura está orientando a população de Guarapari a não pagar a Zona Azul da Cidade, mesmo o contrato estando em vigência. Tal atitude traz perigo a segurança de nossos operadores. Visto que os operadores são desrespeitados, tratados com rispidez e até mesmo acabam sendo agredidos por usuários que não querem pagar o estacionamento rotativo”, alega a empresa.

Segundo a Rizzo, o Ministério do Trabalho tem o papel de fiscalizar os locais de atuação dos operadores e verificar se as condições de segurança e saúde estão sendo respeitadas pela prefeitura, além de orientar a própria empresa e o órgão municipal sobre medidas a serem adotadas contra a insegurança dos colaboradores e ainda servir de mediador para que uma solução seja encontrada.

A empresa também garantiu que está oferecendo suporte aos funcionários para diminuir o impacto das supostas hostilidades sofridas. “No que se refere às ações da empresa para garantir o bem-estar dos funcionários nas ruas, destacamos: fornecimento de EPIs, treinamentos, apoio psicológico, flexibilização de jornada e acompanhamento médico.”

Procurada, a prefeitura de Guarapari não retornou o contato até o fechamento da matéria.

Multa de R$ 4 milhões

De acordo com a Rizzo, a rescisão do contrato pode gerar uma indenização a ser paga pela prefeitura de Guarapari, que manifestou de forma unilateral a vontade de dar fim ao contrato. O valor já soma R$ 4 milhões. A empresa afirma que a multa está prevista em lei, e a rescisão do contrato só poderá ser discutida após a formalização da forma de pagamento da indenização.

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