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Polícia prende dois empresários por suspeita de envolvimento com comércio clandestino de carnes em Guarapari

Ação também interditou duas empresas

Por Pedro Henrique Oliveira
Fotos: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na última sexta-feira (14), a segunda fase da operação de combate ao comércio clandestino de carnes em Guarapari. Durante a ação dois empresários suspeitos de envolvimento com o caso foram presos e duas empresas foram interditadas. Os suspeitos e as empresas não tiveram os nomes divulgados.

Os detalhes da investigação foram revelados na manhã desta segunda-feira (17) durante coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

Segundo o delegado Eduardo Passamani, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), os suspeitos podem responder por crime contra a relação de consumo e associação criminosa. Os empresários não quiseram prestar depoimento à polícia.

Entenda o caso

No fim de maio, ocorreu a primeira fase da operação. Na ação, foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão em uma empresa localizada no município de Guarapari, investigada por armazenar e abastecer o mercado clandestino com restos e subprodutos animais.

No local, foram encontradas 17 toneladas de restos de animais armazenados sem condições de higiene. A ação também contou com o apoio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – SFA/ES. De acordo com as investigações, a empresa funcionava sem autorização do Idaf.

“A empresa possuía contato com frigoríficos, açougues e supermercados, onde costumavam recolher os restos de animais e pegar subprodutos, que não costumam ser consumidos no país”, afirmou o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, delegado Eduardo Passamani.

A mesma empresa já havia sido alvo de ação conjunta em abril de 2022, por armazenar e vender resíduos de abates. Na ocasião, foram apreendidas cerca de 50 toneladas de produtos de origem animal. As investigações apontam que a empresa depois de fechada tentou atuar no Estado do Rio de Janeiro, mas foi fechada em 2023, e retornou às atividades ilícitas no Estado, no ano de 2024, atuando da mesma maneira.

*Com informações da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil.

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