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Justiça do Trabalho determina fim da greve na construção civil em Guarapari

Decisão judicial ordena retorno imediato dos trabalhadores e impõe multa ao sindicato em caso de descumprimento

Por Maria Leandra Aroeira
Vídeos gravados por celulares mostraram homens danificando o sistema de energia de uma construção na Praia do Morro. Foto: reprodução.

A Justiça do Trabalho ordenou a suspensão imediata da greve dos trabalhadores da construção civil em Guarapari. O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT) proferiu liminar declarando a ilegalidade da greve deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (Sintraconst).

A decisão, que tramita sob sigilo, foi divulgada ontem (18), e impõe uma multa ao Sintraconst em caso de descumprimento, além de exigir o retorno imediato ao trabalho.

“Isso posto, diante da declaração de abusividade da greve ante a não observância da legislação que regula a matéria e considerando os prejuízos já mencionados, defiro a liminar postulada para determinar a suspensão do movimento paredista deflagrado pelo SINTRACONST, com o imediato retorno dos empregados às suas atividades laborais até o julgamento final do presente dissídio de greve”, determinou o Tribunal.

Segundo o Diretor de Relações do Trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Guarapari (Sindicig), Fernando Otávio Campos, a decisão traz tranquilidade tanto para as empresas quanto para os trabalhadores.

“A determinação judicial ajuda o trabalhador, que fica confuso se deve continuar trabalhando ou não. O principal ganho é a tranquilidade e a certeza de que a greve não tinha necessidade de acontecer e que estamos atuando de acordo com os procedimentos legais e convenções”, destacou Campos.

Relembre o caso

No dia 11 de julho, trabalhadores e empresários da construção civil em Guarapari enfrentaram ameaças, atos de violência e vandalismo em diversas obras na cidade. Vídeos gravados por celulares mostraram homens danificando o sistema de energia de uma construção na Praia do Morro.

Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança e impedir ações de vandalismo. Áudios com ameaças aos trabalhadores que continuassem nas obras circularam em grupos de WhatsApp.

Em Guarapari, aproximadamente 2.500 pessoas trabalham diretamente na construção civil.

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