
Você já aprendeu a ser honrado sem que isso mude você?
A honra é algo bom e bíblico. A Palavra nos ensina a dar honra a quem honra merece (Romanos 13:7) e até mesmo diz que o trabalhador é digno do seu salário (1 Timóteo 5:18). Contudo, existe um perigo silencioso quando os elogios, reconhecimentos e honrarias começam a moldar o coração, tornando-nos dependentes da aprovação humana. A honra recebida pode ser uma bênção, mas também pode se transformar em um laço, caso esqueçamos que toda glória pertence exclusivamente ao Senhor (Salmo 115:1).
Jesus nos mostrou o caminho da verdadeira humildade. Ele, sendo Deus, não buscou honra para si, mas viveu para glorificar o Pai (João 8:50). Da mesma forma, somos chamados a reconhecer que nada do que temos ou somos vem de nós mesmos. Paulo nos lembra: “Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?” (1 Coríntios 4:7). A verdadeira maturidade espiritual é aprender a ser honrado sem deixar que isso nos ensoberbeça, sempre devolvendo ao Senhor todo louvor.
Ser honrado não deve mudar quem somos, mas apenas ser um lembrete da fidelidade de Deus em nossa vida. Quando os aplausos vierem, devolva-os ao céu. Quando os reconhecimentos forem dados, lembre-se de que a obra é do Senhor, e nós somos apenas instrumentos. Que possamos viver como João Batista, que disse: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). Esta é a postura do coração que entende que toda glória e toda honra pertencem eternamente ao Senhor.
A verdadeira grandeza não está em ser exaltado pelos homens, mas em permanecer de joelhos diante de Deus, mesmo quando todos se levantam para aplaudir. Quem aprendeu a ser honrado sem deixar que a honra tome o coração é alguém que reconhece que tudo o que possui é graça. É alguém que, ao receber elogios, lembra-se de que é apenas um vaso de barro carregando um tesouro que não lhe pertence (2 Coríntios 4:7). É alguém que, em meio às palmas, ouve a voz suave do Espírito dizendo: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15:5).