
Com o objetivo de dar voz aos animais vítimas de abandono e maus-tratos, a Proteção Animal do Centro de Guarapari; protetoras e protetores independentes que cuidam dos animais em situação de rua daquela região da cidade; promove neste domingo (2), às 8h30, uma manifestação na Praia do Morro, em frente ao quiosque 15. O ato, que conta com o apoio do Projeto Ajuda Pet, busca chamar a atenção das autoridades e da população para o crescente descaso do poder público diante da situação dos animais de rua no município.
“O objetivo do evento é o pedido de socorro e dignidade para os animais em situação de abandono no município e que o poder público abra diálogo com a proteção animal”, explicou Patricia Gonçalves, idealizadora do Projeto Ajuda Pet.
A expectativa é de ampla adesão da comunidade local e de visitantes. “Esperamos ver mais munícipes e turistas abraçando essa causa. Nossa expectativa para a manifestação é positiva”, completou Patricia.
Situação crítica e pedidos de ação
O aumento expressivo no número de animais abandonados e casos de maus-tratos preocupa os protetores.
“O crescimento do abandono está exponencial e descontrolado. Além do ‘Negão’, outro cão foi encontrado com a pata quebrada na mesma manhã do esfaqueamento, provavelmente por maldade humana”, contou Patricia.



Segundo Patricia, a situação atual é alarmante: faltam políticas públicas, controle populacional e atendimento emergencial.
“Na visão da Proteção Animal estamos vivenciando um caos sem precedentes. Controle populacional inexistente, ninhadas nascendo todos os dias, animais morrendo sem socorro, surto de esporotricose descontrolado. As protetoras estão endividadas, assumindo o papel que é obrigação do poder público”.
Relembre o caso “Negão”
Negão era um cão conhecido e alimentado por comerciantes e moradores da Praia das Castanheiras, no Centro da cidade. Neste mês, o animal foi brutalmente esfaqueado e morreu em decorrência dos ferimentos. O crime teria ocorrido em uma praça na região central e mesmo gravemente ferido, Negão ainda conseguiu caminhar cerca de dois quilômetros até o local onde costumava ser acolhido, mas não resistiu.
O caso gerou grande comoção entre os moradores e ativistas, que exigem justiça. A morte do cão está sendo investigada pela Delegacia Especializada de Infrações Penais (Dipo) de Guarapari.