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Notícias de Guarapari

Hifa Guarapari orienta sobre atendimento infantil em quadros respiratórios

Período do ano é comum a elevação dos casos, especialmente entre crianças

Por Redação Folhaonline.es
Atendimentos de baixa complexidade nas emergências representam um risco para as crianças.
Foto: reprodução/Canva

Com a chegada do outono, cresce a circulação de vírus respiratórios em diversas cidades brasileiras, refletindo diretamente no aumento da procura por atendimento nos Prontos Atendimentos Infantis (PAI).

Neste período, é comum a elevação dos casos de gripes, resfriados e bronquiolite, especialmente entre crianças. O cenário contribui para a superlotação das recepções e acende um alerta para o uso adequado dos serviços de saúde.

De acordo com a coordenadora médica do Pronto Atendimento Infantil do Hifa Guarapari, Kelly Nars, o aumento da procura por atendimentos de baixa complexidade em serviços de emergência representa um risco para as crianças. Isso porque elas ficam mais expostas a ambientes com maior aglomeração e circulação de diferentes vírus, além de enfrentarem tempos de espera mais longos e contribuírem para a sobrecarga do sistema de saúde.

“Estamos no período em que mais ocorrem quadros respiratórios nas crianças, tem muita circulação de vírus. O que acontece, é que as famílias, mesmo sem sinais de alerta, acabam trazendo ao Pronto Atendimento e muitas vezes apenas por um episódio de febre ou nariz entupido. Quando já procura o Pronto Atendimento assim, se arrisca em piorar um quadro simples, pois é onde também se encontram as condições mais graves e que recebem atendimento prioritário conforme os critérios da triagem hospitalar. Além disso, não há um diagnóstico tão preciso nesse início dos sintomas, nem por exames.”

O Pronto Atendimento do Hifa atende crianças com idade de zero aos 12 anos, 11 meses, 29 dias. Recentemente, registrou crescimento superior a 50% no número de atendimentos diários nas últimas duas semanas.

Primeiros passos

Em quadros de doenças respiratórias, de acordo com a Dra. Kelly Nars, a providência inicial é tomar medidas contra os sintomas e observar como a criança responde.

“Em caso de congestão nasal, a primeira manobra é lavar o nariz com soro fisiológico; nenhum outro tipo de solução. Em geral, a criança já começa a respirar melhor, esse é o padrão normal de que tem um quadro de resfriado comum ou está simplesmente congestionado. Em caso de febre, precisa medir com o termômetro, e nunca se deve avaliar a temperatura na percepção do tato. Temperaturas acima de 37,5°C, são indicadas para medicamento, o de uso habitual (dipirona ou paracetamol) em casa e pode repetir se o intervalo da febre for superior a seis horas. É importante que as famílias tenham conhecimento de quando há ou não a necessidade de se dirigir ao atendimento emergencial”, ressalta.

Sinais de alerta

Dra. Kelly detalha os sinais de alerta que as famílias devem observar para buscar o Pronto Atendimento Infantil.

“Se a criança está chiando muito, prostada, não se alimenta, sente muito cansaço e grande desconforto respiratório, segue muito congestionada e com nariz entupido, mesmo com a limpeza, e a febre não passa ou volta com mesmo de seis horas após ser medicada, nesses casos é preciso buscar o atendimento de emergência, especialmente em crianças abaixo dos dois anos de idade”, frisa a médica pediatra.

Prevenção

Para evitar a propagação e a transmissão dos vírus respiratórios e diminuir a circulação deles, é preciso evitar ambientes com aglomeração e também muito fechados, com pouca ventilação. Ainda em relação às crianças, também é importante, caso apresentem sintomas respiratórios, como tosse, febre ou coriza, não frequentar escola ou creche como medida de proteção própria e prevenção dos demais.

O Hifa reforça seu compromisso com a saúde infantil e solicita a colaboração da população no uso consciente dos serviços de emergência, garantindo que os casos mais urgentes recebam o atendimento prioritário que necessitam.

Quando procurar o Hifa?

O Pronto Atendimento Infantil deve ser buscado em situações mais graves, como:

• Febre por mais de três dias;
• Dificuldades respiratórias, dor no peito, sonolência excessiva;
• Crianças prostradas, com pouca reatividade e sem ingestão de líquidos.

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