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Coluna Outlier Sidnei Trancoso

Quando a IA deixou de ser assunto do futuro e virou ferramenta de negócio

Na estreia da coluna Outlier, Sidnei Trancoso mostra como a HM Comunicação transformou Inteligência Artificial, estratégia e suporte técnico em novas soluções digitais para empresas.

Por Sidnei Trancoso

Durante muito tempo, eu também olhei para a Inteligência Artificial como muita gente ainda olha: uma tecnologia impressionante, cheia de possibilidades, mas distante da rotina real das empresas. Parecia assunto de futuro. Até o momento em que ela começou a resolver problemas do presente.

Sou publicitário, sócio da HM Comunicação, em Guarapari, e há anos trabalho ajudando empresas a se posicionarem melhor, comunicarem melhor e venderem melhor.

Sidnie Trancoso
Sidnei Trancoso, publicitário.

Agora, estreia aqui no Folhaonline.es a coluna Outlier, um espaço para falar sobre pessoas, negócios, ideias e movimentos que saem do padrão comum. O nome da coluna surgiu inspirado em uma conversa com Lucas Guerra, da Chronos Brasil, sobre mercado, diferenciação e a busca por construir algo que não se limita ao óbvio. Daquela troca ficou uma ideia muito clara: em um mundo onde tanta coisa se repete, existe valor em observar quem escolhe fazer diferente. Por isso, o slogan da coluna resume bem o seu propósito: Onde o padrão é ser extraordinário.

A proposta é simples: observar o que está mudando no mercado e mostrar, de forma prática, como algumas empresas estão encontrando caminhos fora da curva.

E nada mais justo do que começar com um case vivido dentro da própria HM Comunicação.

O dia em que percebemos que o jogo tinha mudado

Durante muitos anos, presença digital significava, basicamente, ter um site, estar nas redes sociais, aparecer no Google e investir em anúncios. Tudo isso continua importante. Mas já não é suficiente.

Hoje, muitas empresas não procuram apenas visibilidade. Elas querem ganhar tempo, organizar processos, melhorar o atendimento, controlar informações, vender melhor e transformar tarefas repetitivas em fluxos mais inteligentes.

Foi nesse ponto que uma pergunta começou a mudar nossa forma de trabalhar: e se, além de comunicar melhor, nós também pudéssemos ajudar empresas a funcionar melhor?

A partir daí, a HM Comunicação começou a ampliar seu papel. De uma agência focada em comunicação, marketing digital e desenvolvimento de sites, passamos também a criar sistemas personalizados, automações, CRMs, plataformas internas e soluções digitais sob medida.

Essa virada não aconteceu por acaso. Ela nasceu da combinação entre proximidade com o cliente, estrutura técnica e uso estratégico da Inteligência Artificial.

A IA não substituiu a estratégia. Ela acelerou a execução

Durante muito tempo, desenvolver sistemas parecia algo distante para pequenas e médias empresas. Era caro, demorado e dependia de equipes técnicas especializadas. Muitas ideias boas ficavam presas no papel.

Com a programação assistida por IA, esse cenário começou a mudar. Ferramentas integradas a ambientes como o VS Code permitem transformar uma necessidade real em protótipo, testar caminhos, corrigir erros e evoluir soluções com muito mais velocidade.

Mas é importante deixar claro: a IA não faz mágica. Ela acelera quem sabe pensar o problema.

A grande habilidade não está apenas em escrever código. Está em entender a dor do cliente, organizar a lógica, estruturar o processo e orientar a ferramenta com clareza.

Em outras palavras: a IA ampliou a capacidade de execução, mas a estratégia continuou sendo humana.

Da criação de sites à criação de soluções

Hamilton Garcia, Diretor Executivo, e Sidnei Trancoso, Gestor de Marketing e Projetos da HM Comunicação.

Essa mudança abriu uma nova frente dentro da HM Comunicação. Antes, muitas demandas começavam com uma pergunta clássica: “vocês fazem site?”. Hoje, cada vez mais, a conversa evolui para outra direção: “vocês conseguem criar um sistema para organizar isso?”. E, em muitos casos, a resposta passou a ser sim.

Entre os projetos desenvolvidos, estão soluções como:

  • sistemas de gestão educacional;
  • plataformas de votação;
  • sistemas para imobiliárias;
  • ferramentas internas de gestão;
  • plataformas de turismo colaborativo;
  • sistemas de eventos com check-in;
  • CRMs e soluções personalizadas para empresas.

O ponto em comum entre todos esses projetos é simples: eles nasceram de problemas reais.

Não começamos pela tecnologia. Começamos pela dor.

A pergunta deixou de ser apenas “como sua empresa pode aparecer melhor?” e passou a ser também “como sua empresa pode funcionar melhor?”.

O papel da estrutura nessa transformação

Essa evolução também teve uma base importante: a parceria com a Hostnet.

A relação da HM Comunicação com a empresa começou em 2006, com serviços de hospedagem. Anos depois, com a entrada no modelo de franquia, essa parceria ganhou um peso estratégico maior.

A Hostnet trouxe suporte técnico, processos, segurança, visão de negócio e uma estrutura que ajudou a HM a ampliar seu portfólio com mais confiança.

Para nós, foi como ter um “camisa 10” no time: alguém que organiza o jogo, dá suporte e ajuda a transformar oportunidades em resultado.

Com essa combinação entre mercado local, relacionamento com clientes, suporte técnico e novas ferramentas digitais, a HM alcançou retorno sobre o investimento na franquia em menos de 10 meses.

Mas, mais importante do que o número, foi o aprendizado: estrutura acelera crescimento quando encontra um negócio disposto a evoluir.

Automação precisa continuar sendo humana

Outro campo que começou a ganhar força foi o uso de chatbots e agentes de IA com base de conhecimento personalizada.

Aqui também existe um cuidado importante.

Automatizar não pode significar tornar o atendimento frio, genérico ou distante. A melhor tecnologia é aquela que respeita a linguagem da empresa, seus processos, seus diferenciais e a forma como ela se relaciona com seus clientes.

Quando bem aplicada, a IA não substitui a humanização. Ela organiza informações, reduz tarefas repetitivas e libera tempo para que as pessoas atuem onde realmente fazem diferença.

O futuro pertence a quem entende o problema

O maior aprendizado dessa jornada é que a tecnologia está ficando mais acessível. Mas acessível não significa automática.

A programação assistida por Inteligência Artificial exige clareza, método, prática e visão estratégica.

Nesse novo cenário, quem está próximo do cliente tem uma vantagem enorme. Porque entende as dores, percebe oportunidades e consegue transformar necessidades reais em soluções úteis.

Talvez esse seja um dos grandes movimentos dos próximos anos: empresas menores, profissionais locais e agências independentes terão mais condições de criar soluções que antes pareciam restritas a grandes estruturas.

E isso muda muita coisa.

Porque, quando a IA deixa de ser apenas assunto de futuro e vira ferramenta de negócio, vence quem consegue fazer as perguntas certas, enxergar problemas reais e transformar conhecimento em ação.

Esse é o espírito da coluna Outlier.

Onde o padrão é ser extraordinário.

Olhar para histórias, ideias e movimentos que fogem do óbvio. Mostrar que resultados fora da curva não nascem apenas de grandes investimentos ou grandes centros. Muitas vezes, eles começam quando alguém decide olhar para o próprio mercado de um jeito diferente.

E começa a construir o futuro antes que ele pareça evidente para todo mundo.

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