
O comércio do Espírito Santo deve movimentar cerca de R$ 56,9 bilhões entre os meses de junho e julho, período em que será realizada a Copa do Mundo da FIFA. A estimativa foi divulgada pelo Connect Fecomércio-ES, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o evento esportivo não seja apontado como responsável direto pelo volume de negócios, a competição ocorre em um momento de intensa circulação econômica no estado, favorecendo setores relacionados ao consumo, entretenimento e lazer.
De acordo com as projeções do Connect Fecomércio-ES, o comércio geral capixaba deverá registrar uma movimentação de R$ 28,5 bilhões em junho e R$ 28,4 bilhões em julho, totalizando R$ 56,9 bilhões em receita bruta de revendas nos dois meses.
No comércio varejista, a expectativa é de uma movimentação de R$ 7,8 bilhões em junho e R$ 7,7 bilhões em julho, alcançando aproximadamente R$ 15,5 bilhões no período. As análises foram elaboradas a partir de informações da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), ambas realizadas pelo IBGE.
Copa gera oportunidades, mas não determina resultados
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, a realização da Copa do Mundo pode estimular o consumo em segmentos específicos, mas não é o principal fator por trás do desempenho econômico projetado para o estado.
“A Copa cria oportunidades para segmentos específicos, mas o desempenho do comércio é resultado de um conjunto de fatores, como renda, crédito, mercado de trabalho, inflação e confiança dos consumidores”, explicou.

A expectativa é que setores ligados à alimentação, bebidas, eletrônicos, vestuário, turismo e entretenimento sejam beneficiados pelo aumento da demanda durante os dias de jogos, impulsionado por reuniões entre amigos e familiares para acompanhar as partidas.
Os números também apontam para a manutenção de um cenário econômico estável ao longo do período. As projeções indicam que o comércio capixaba deverá movimentar R$ 85,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e R$ 85,2 bilhões no terceiro trimestre, o que representa uma variação positiva de 0,1%.
O maior potencial de dinamização está nos serviços prestados às famílias. As estimativas apontam que esse segmento deverá crescer de R$ 2,35 bilhões no segundo trimestre para R$ 2,45 bilhões no terceiro trimestre, um avanço de 4,3%.
O grupo reúne atividades como alimentação fora do lar, lazer, hospedagem e serviços pessoais. Na prática, bares, restaurantes, lanchonetes, espaços de convivência, casas de eventos e estabelecimentos que exibem as partidas tendem a receber maior fluxo de consumidores durante o período.
Oportunidades para empresas
Para os empresários, a principal oportunidade está no planejamento. A expectativa é que bares, restaurantes, lanchonetes, serviços de delivery, estabelecimentos de lazer e empresas do varejo ligadas à alimentação, bebidas, artigos esportivos e eletroeletrônicos possam aproveitar o aumento da demanda em datas específicas.
Estratégias como reforço de estoques, criação de promoções temáticas, combos promocionais, adequação de horários de funcionamento e ações de fidelização podem ajudar a capturar parte desse consumo adicional.
A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br.
*Com informações da Assessoria de Comunicação