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Borges não teme perder o mandato e defende aumento nas diárias

Por Livia Rangel

A “1ª Vara da Fazenda Pública Estadual” condenou Sérgio Borges (PMDB) pela participação no esquema de diárias, que aconteceu entre 1999 e 2002. Ele teria recebido R$ 6.960,00 referentes à hospedagem no Rio de Janeiro e São Paulo. A pena estipulada foi à suspensão dos direitos políticos por oito anos, à proibição de contratar com o poder público por 10 anos e uma multa no valor de R$ 15 mil, além da restituição dos valores das diárias.

Um dia após ser condenado em primeira instância – decisão da qual irá recorrer -, o deputado ainda defendeu o aumento no valor repassado aos parlamentares em caso de viagens pelo mandato. Com direito a um salário de R$ 20 mil e com uma cota de gabinete de R$ 7,8 mil, ele levantou a polêmica na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão de ontem (16).

“Temos que acabar com a hipocrisia”, disse ele, alegando que com o valor repassado aos deputados estaduais, não é possível “se hospedar em um hotel do mesmo nível de conforto de sua casa”. Um hotel cinco estrelas em boa localização em Brasília custa, em média, R$ 375,00. Hoje, para viagens para fora do Estado, os deputados recebem R$ 380 e, para Brasília, o valor é acrescido em 30%, chegando a R$ 494,00.

“Nós vamos colocar esse assunto em debate na Comissão de Finanças”, garantiu. Os valores repassados aos deputados são descontados da verba de gabinete. O parlamentar ainda garante que não teme perder o mandato. “Não tenho medo. Não tem justiça maior do que a de Deus. Vou recorrer”, afirmou Borges. Junto do deputado, também foram condenados José Carlos Gratz e André Nogueira, respectivamente, ex-presidente e ex-diretor-geral da Casa.

Com informações de A Gazeta.

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