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Compartilhar informações falsas pode dar até dois anos de prisão

Por Livia Rangel

o-WHATSAPP-facebookSe as redes sociais e aplicativos de mensagens facilitaram o nosso dia a dia, essas ferramentas também potencializaram a capacidade de espalhar boatos e mentiras. Um caso recente aconteceu nesta terça-feira (18), aqui mesmo, no Espírito Santo. Dois funcionários de uma empresa de internet e TV tiveram uma foto exposta em aplicativo de celular como se estivessem cometendo crimes em edifícios na região da Praia da Costa, em Vila Velha, mas a informação não era verídica.

Segundo a titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), delegada Larissa Lacerda, isso é crime e a pena pode variar de seis meses a dois anos (calúnia) ou de três meses a um ano de prisão (difamação). Já a pessoa que comete injúria pode pegar de um a seis meses de detenção.

Sobre o caso citado, a delegada disse que a foto se espalhou por todo o país por meio do aplicativo Whatsapp. “Junto havia um texto informando que os rapazes estariam se disfarçando de funcionários de empresas de TV e internet para assaltar imóveis. Após terem as fotos compartilhadas, eles procuraram a Delegacia para registrar um boletim de ocorrência”.

Verifique as informações. Uma dica que a responsável pela DRCE dá para evitar este tipo de problema é verificar as informações e imagens antes de divulgá-las na internet ou em qualquer outro aplicativo de compartilhamento de informações. Ela também recomenda que as vítimas procurem a Polícia com o máximo de provas que tiverem para registrar o boletim de ocorrência.

Larissa Lacerda explicou que quem compartilha essas fotos juntamente com as informações falsas está colocando em risco a vida das pessoas que estão sendo expostas nessas mensagens. “Além da ofensa à honra e à reputação, as vítimas correm o risco do mal físico, pois são apontadas como suspeitas de um crime. Há ocasiões em que a pessoa é linchada na rua por causa dessas informações falsas”, ressaltou.

 

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