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Saúde: tempo quente exige mais água para crianças

Por Gabriely Santana

A água é essencial para a vida e está presente nas reações do organismo. Em tempos quentes é importante ingeri-la com mais frequência, principalmente crianças, mais suscetíveis a desidratação por serem ativas e não se lembrarem de bebê-la. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) oferece algumas dicas sobre como dar mais água para os pequenos e alerta os pais sobre os sinais da desidratação.

De acordo com a referência técnica de Saúde da Criança da Sesa, Rosiane Ramos Catharino, a necessidade de água corporal é maior nas crianças do que nos adultos devido ao metabolismo mais acelerado. Ela lembra que os pais e/ou responsáveis devem ter mais atenção quando a criança estiver brincando, fazendo exercício físico, estiver na praia ou sob sol e calor.

“Não existe uma quantidade extra pré-estabelecida de água para crianças num período mais quente, mas é importante reforçar uma quantidade maior no verão. Uma boa dica é ter uma garrafa de água em mãos para oferecer à criança quando ela estiver fazendo alguma dessas atividades”, disse a referência técnica.

As crianças devem ingerir de preferência a água pura, pois refrigerante e alguns sucos, por exemplo, possuem açúcares e conservantes que podem ser prejudiciais à saúde. Para crianças menores, principalmente bebês a partir de 6 meses, a água deve ser oferecida filtrada e/ou fervida. “Deve-se evitar a água mineral para bebês e crianças menores, porque a água pode vir acompanhada de componentes químicos, como sódio e flúor”, ressalta Rosiane Ramos Catharino.

Segundo a referência técnica de Saúde da Criança da Sesa, crianças de 0 a 6 meses devem receber exclusivamente o leite materno, e, enquanto estiverem nesta fase, não precisam de água. “O leite já contém a quantidade suficiente de água para o bebê. Já a partir dos seis meses pode-se intercalar a água durante as refeições”, informa Rosiane.

Influência

A influência dos pais é uma das alternativas para que a criança se lembre de beber água e leve para seu desenvolvimento a importância de manter esse hábito saudável. “A criança precisa ver o adulto ingerindo água, pois a principal forma de educação é o exemplo”, afirma a referência técnica.

Desidratação

Para que a criança não sofra uma desidratação é preciso oferecer água antes que ela reclame de sede, pois, ao pedir água, a criança já pode estar desidratada. Conforme explica a referência técnica de Saúde da Criança da Sesa, Rosiane Ramos Catharino, os pais devem observar a urina, a cor que ela se apresenta e a quantidade de vezes que a criança urinou por dia. A redução da frequência é um dos sinais da desidratação.

A desidratação também pode deixar a criança com a boca seca, mais sonolenta e com os olhos fundos. Ela também pode reclamar de dor de cabeça, cansaço e ocorrer o aumento da frequência cardíaca. Ao apresentar esses sintomas, os pais devem oferecer água e procurar um serviço médico.

Fonte Governo do Estado

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