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Terrenos baldios atraem caramujos e ampliam risco de dengue e Zika

Por Gabriely Santana

Além do mato alto e entulho, os terrenos abandonados trazem outra preocupação: os caramujos. Mas uma situação, até então desconhecida, é que a praga também pode contribuir com a proliferação da dengue. Isso porque a casca do molusco acumula água que pode servir de criadouro para ovos do mosquito.

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A principal forma de acabar com o animal é a coleta. Foto: reprodução

As áreas abandonadas também servem para proliferação do mosquito e por consequência a infestação do caramujo africano que pode trazer doenças como a meningite. A combinação de sujeira com a chuva acaba em criadouros e o abrigo do caramujo vira a casa do Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.

Em caso de suspeita de foco do Aedes aegypti, em Guarapari, a Vigilância Epidemiológica deve ser avisada pelos telefones: 27 3262-1456 / 3262-1271 / 0800 283 9543

Caramujo: como combater?

Não há casos notificados de doenças causadas pelo caramujo africano no Brasil, mas essa espécie pode transmitir verminoses que atacam o intestino e o sistema nervoso. O caramujo africano se reproduz rapidamente.

A espécie coloca dezenas de ovos arredondados, branco-amarelados, do tamanho de semente de mamão, que ficam semienterradas no solo.

De acordo com o biólogo Marco Bravo, a principal forma de acabar com o animal é a coleta. “Tem que colocar luva ou sacola plástica, sem furo, coletar um a um, colocar em uma lata e adicionar sal e água fervendo. Após meia hora eles vão morrer, a pessoa vai colocar em uma sacola, jogar no lixo comum ou enterrar”.
Outra medida é manter terrenos baldios limpos. “Depois do terreno limpo, tem que passar um rastelo ou uma vassoura de piaçava, porque tem ovinhos espalhados ali, a uns dois centímetros do solo, se isso não for feito, em 15 dias vai estar cheio novamente”.

 

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