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Para onde vai o Cras de Santa Mônica?

Por Gabriely Santana

Abandono. Essa é a palavra que define a atual situação do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Santa Mônica, segundo os moradores da região. Depois que o Ministério Público do Espírito Santo (MEPES) ordenou a retirada de todo o material do antigo prédio, que estava em condições inviáveis de uso para funcionários e atendidos, o CRAS foi transferido para o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), no mesmo bairro.

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Atendimento está sendo realizado temporiariamente em uma sala do Peti, no bairro Una. Foto: colaborador

Segundo a secretária de Assistência e Cidadania, Maria Helena o prédio, que antes era utilizado para os atendimentos, vai ser reformado para a educação. “Não sabemos ainda se o antigo prédio vai ser uma creche ou uma escola, mas será uma grande obra pra atender a demanda da região. Mesmo assim, vamos garantir o atendimento da população. Por isso o Cras está sendo transferido para o Peti para que a as pessoas não tenham déficit nenhum. Os atendimentos vão continuar normalmente”, disse a secretária.

Mas isso não foi o suficiente para a comunidade local. Para Márcia Fialdini, que é representante de usuários do Cras, o atendimento está sendo feito em uma sala para todas as assistentes sociais, ferindo o código de ética e conduta da assistência social dos usuários que tem direito à privacidade. Os psicólogos também dividem o mesmo espaço e as crianças podem ver pela janela os atendimentos. “Isso é um absurdo. O antigo Cras virou almoxarifado da prefeitura e agora ficamos sem espaço para os atendimentos. O Peti não possui espaço adequado para isso. Nós merecemos um espaço novo”, explicou.

O Centro de Referência de Assistência Spcial, que atende os bairros de Santa Mônica, Una e Perocão, segundo Márcia Fialdini, pode ter seu atendimento comprometido. Para regularizar a situação o MPES firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura para desativar e transferir o Cras para outro local. Segundo o documento o município se compromete a adquirir ou alugar um local para a instalação do centro de atendimento. Mas isso ainda não foi feito.

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Segundo Márcia Fialdini, atendimentos ferem o código de ética. Foto: colaborador

Outro motivo de indignação dos moradores, é que o Cras já poderia ter um espaço adequado se o Centro de Esportes Unificado (CEU) já estivesse com suas obras concluídas. A obra, que começou a ser construída em 2013 não tem nenhuma previsão para continuidade. Segundo a Prefeitura, a obra já foi iniciada e hoje está com 27,5% já executada. A empresa contratada faliu e será realizada nova licitação para dar continuidade às obras.

Diante disso, a secretária da Setac disse que outros imóveis estão sendo avaliados para locação, mas que não foi encontrado nenhum adequado. “Nós vamos mexer em toda a estrutura da assistência social este ano e já abrimos vários processos para locação de imóvel. O Cras está previsto para ter sua base fixa no Centro de Artes e Esporte Unificado que está sendo construído no bairro, só que por falta de verbas do Governo Federal, ficamos de mãos atadas. Quando acharmos um imóvel ideal para o Centro, com certeza vamos alugar o espaço”, finalizou Maria Helena.

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