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Morro da Pescaria é o quinto posto avançado da Mata Atlântica no ES

Por Glenda Machado

parque-morro-da-pescariaDepois de perder os incentivos da Samarco, renasce uma esperança para a Unidade de Conservação Municipal Morro da Pescaria. O local é o quinto patrimônio do estado a receber o título de Posto Avançado do Conselho Nacional Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – órgão vinculado à Unesco.

“Na prática, essa titularidade significa mais responsabilidade. Porém, por outro lado, também abre espaço para que possamos pleitear verbas participando de editais dos órgãos do Conselho”, explica o presidente da Associação Ecológica Força Verde, Celso Maioli. Entidade responsável pela gestão administrativa do Morro da Pescaria.

Foram três anos de espera para conseguir o título. A Força Verde vai buscar o certificado no dia 23 de novembro em São Paulo. Os outros postos avançados no estado são: Reserva Natural Vale do Rio Doce e Projeto Tamar em Linhares, Mosteiro Zen Morro da Vargem em Ibiraçu e Museu de Biologia Professor Mello Leitão em Santa Teresa.

“A Samarco ajudava muito. Hoje, o que a bilheteria arrecada garante o pagamento de três funcionários. Os outros cinco são da prefeitura. Funcionamos todos os dias, das 7h às 18h, com vigia 24 horas”, conta Celso. A entrada custa R$ 3 por pessoa e segundo ele, no verão chega a receber mais de 2 mil visitas por dia.

“Os empresários precisam se sensibilizar para a importância do Parque. Temos carências, precisamos ter mais atrativos, fazer mais mirantes, melhorar a trilha, construir sanitários”, afirma Celso. No entanto, são obras de competência do Conselho Municipal de Meio Ambiente – órgão responsável pela gestão financeira do Morro da Pescaria.

O Parque  

O Morro da Pescaria tem 80 hectares com 73 de área útil, com uma trilha de 900 metros que leva o visitante às praias da Areia Vermelha e do Ermitão. Nesta, existe uma cantina que funciona em feriados e na alta temporada. “É um momento de contato com a natureza, de contemplação e paz interior. Sempre sem esquecer a consciência ecológica”, disse Celso.

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