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Moradores colocam a mão na massa para construir pracinha

Por Natália Zandomingo
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PRACINHA do Ponto Final.

A pracinha do alto do bairro Adalberto Simão Nader é um pouco diferente das demais praças da cidade. Ela não tem as cores características das obras realizadas pela prefeitura e nem brinquedos, mas tem algo que talvez outra não tenha: O suor e o trabalho dos próprios moradores.

Cansados de esperar pela iniciativa do poder público, em 2012 eles se uniram para mudar a paisagem da rua “O”, no ponto final do ônibus. Eles colocaram a pavimentação, bancos e plantaram arvores que dão uma sombra agradável. Mas, sem manutenção, o local se torna um risco para quem passa por lá. O piso está com ressaltos que se tornaram uma armadilha. “Eu já cansei de ver crianças caindo e se machucando aqui por causa do desnível”, contou Eduardo Abreu, que mora em frente à praça.

Já a Praça Elizete Elias Dias, localizada na Avenida Central, é mais nova e foi construída pelo município. A placa informa que a obra foi entregue em 2013, mas os moradores dizem que nunca recebeu manutenção. O carpete que forra o piso está soltando e a escada não possui corrimão de segurança. Na parte de baixo, a mesa para jogar dominó e o guarda-corpo foram instalados pela população.

“A maioria das coisas aqui nós fazemos por conta própria. Nós também limpamos o bairro porque a prefeitura demora muito vir aqui”, disse o pedreiro aposentado José Francisco Santos (69). O também pedreiro Bolinho ajudou na construção das mesas de concreto e falou que a intervenção garantiu os momentos do final da tarde. “Aqui nós conversamos e fazemos as nossas apostas para ter um momento de distração”.

A reclamação com a limpeza é geral. A maioria das ruas possui mato crescendo nas calçadas. Quem mora no bairro cobra providência, como Vagner de Oliveira, o Vaguinho, que mostrou vários pontos com situação parecida. “Queremos que a CODEG [Companhia de Melhoramento e Desenvolvimento Urbano de Guarapari] faça a limpeza das ruas e das praças. Nosso bairro é pequeno. Com pouco investimento é possível fazer muita coisa”.

Procuramos a prefeitura para dar um retorno sobre as demandas da comunidade, mas, devido ao dia do servidor público, não tivemos retorno.

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