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Parada há quatro anos, obra do novo posto de saúde de Kubitschek começa a cair

Por Natália Zandomingo
OBRA está cercada por mato.
OBRA está cercada por mato.

folhanobairroNo meio de muito mato e sujeira está a obra do novo posto de saúde de Kubitschek. O contrato para início da construção foi assinado com a empresa vencedora da licitação no dia 23 de março de 2012 e a conclusão estava prevista para 120 dias. As informações estão no sistema Geo Obras do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. O problema é que a construção parou. Segundo moradores, já são quatro anos de abandono e a laje dos fundos da unidade começou a desabar.

Fábio José Costa Júnior, de 23 anos, é vizinho do canteiro de obras que fica rua Juscelino Kubitschek. Ele disse que a prefeitura fala que vai concluir a unidade de saúde, mas até agora nenhuma previsão foi dada. “Eles [representantes da prefeitura] só passam aqui quando está caindo alguma coisa. Precisamos desse posto porque o outro é muito pequeno e escondido”.

Novo posto de saúde de Kubitschek.
Parte da laje está pendurada pelas ferragens.

A atual unidade de saúde, “Mário Sérgio Pereira”, atende moradores de lameirão, Santa Margarida, Concha D’Ostra, Praia do Riacho e parte de Alagoinha. Além de ser pequena, apenas uma médica e uma enfermeira atendem a população, o que causa demora para os usuários conseguirem marcar consulta. Foi o que contou a autônoma Marta Maria de Ramos, de 54 anos. “Demora mais de um mês para conseguir um agendamento porque só tem um médico. Hoje vim fazer trazer o pedido para marcar especialidade, mas só Deus sabe quando serei chamada. Enquanto isso, a obra não termina”.

Em uma visita à unidade, constatamos que o bebedouro está com defeito e falta papel higiênico no banheiro. Pacientes também relataram que os atendentes usam o próprio celular para enviar mensagens avisando que o encaminhamento para exames e consultas com especialistas chegou, pois o telefone do posto só faz ligações para telefone fixo.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Guarapari explicou que a obra é um investimento tripartite, ou seja, investimento com recursos municipais, estaduais e federais. “Até então, o município possuía aporte financeiro para o investimento, tendo realizado toda a obra da Unidade com recursos próprios. Entretanto, conforme amplamente divulgado pelos veículos de comunicação, os municípios tiveram uma queda drástica na arrecadação motivada pela crise financeira nacional. Hoje, todos os repasses das verbas federais estão suspensos, como pode ser verificado no Sistema de Monitoramento de Obras, o Sismob, do Governo Federal”.

O órgão concluiu informando que o município está priorizando aporte financeiro para concluir a obra, mas ainda não tem recurso disponível em caixa.

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