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Um chamado para a vida

Por Glenda Machado

por Tayla Oliveira

Desde 2015 o mês de setembro se revestiu de amarelo a favor de uma causa que chama atenção para o valor da vida. A cor não foi por acaso, mas escolhida por significar vida, luz e alegria.

O movimento foi criado principalmente para trazer o tema suicídio à tona, já que os números estavam cada vez maiores. A cada 45 minutos um brasileiro tira sua própria vida, uma pessoa a cada 40 segundos em todo o mundo, uma média de 800 mil vidas por ano.

No Estado, por exemplo, a taxa é de 4,6 por 100 mil habitantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os casos de suicídios estão relacionados a transtornos mentais, como depressão, alcoolismo; isolamento social, desemprego e migração, questões psicológicas, como perdas recentes e abandono; condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer.

Mas apesar de grave, segundo a OMS, 90% dos casos são preveníveis. E há formas de tratamentos, de acordo com especialistas como a psicoterapia e a utilização de medicamentos.

Como forma de tratamento aos sintomas dos problemas que podem levar ao suicídio, os municípios também têm equipes que contam com psicólogos e profissionais para prestar atendimento adequado e gratuito.

Outra forma de apoio é o trabalho de prevenção realizado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) que oferece atendimento 24 horas através do telefone 141 com a ajuda de voluntários selecionados e capacitados para ouvir as pessoas que precisam de ajuda, mas nem sempre tem com quem conversar. O intuito é que nesse bate papo os ajudados vejam que viver ainda é melhor do que adotar uma medida drástica pra solucionar problemas.

Mas além de falar sobre o tema, é importante estar em alerta. Qualquer pessoa pode passar por uma depressão ou problemas outros que podem levá-las a querer ou tentar tirar sua própria vida. Nesse momento, o seu papel como família, amigo, cônjuge, é muito importante!

Mesmo sem formação acadêmica você pode ajudá-la e orientá-la para que ela inicie um tratamento ou busque ajuda especializada. Segundo o CVV a conversa é o melhor caminho, mas sempre por meio de um diálogo aberto, respeitoso e compreensivo.

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