O principal motivo da paralisação, em todo Brasil, é evitar mudanças no plano de saúde dos funcionários, que envolvem a cobrança de mensalidades do titular e de dependentes.
Os trabalhadores dos Correios entram em greve, por tempo indeterminado, no mesmo dia que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) começa o julgamento referente ao plano de saúde da categoria. Trabalhadores e empresa tentaram chegar a um acordo sobre a questão, mas sem sucesso.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), a direção da empresa quer que os funcionários paguem as mensalidades do plano, assim como a retirada de dependentes. Além do benefício ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00.
A greve também servirá para protestar contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a terceirização na área de tratamento, a privatização da empresa, suspensão das férias dos trabalhadores, extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa. A categoria defende ainda a contratação de novos funcionários via concurso público e o fim dos planos de demissão.