O acidente aconteceu entre duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus, provocou a morte de 23 pessoas e deixou 20 feridos, no litoral sul do Espírito Santo, em junho do ano passado
No dia de hoje (22) a grande tragédia ocorrida na BR 101, no Espírito Santo, completa um ano. Mesmo após a pior tragédia das rodovias federais do Estado ter acontecido, flagrantes de excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e condutores sob efeito de álcool, continuam recorrentes na via e sendo autuados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também no ano passado foram registrados 13 acidentes entre os quilômetros 343,1 e 353,1, mas sem registro de mortes.

O trecho da via recebeu manutenção, passou por melhorias na sinalização vertical e horizontal e a PRF destinou o uso do radar móvel no local, fortalecendo as medidas de prevenção a acidentes. Apesar das medidas adotadas, na última quarta-feira (20) foram flagrados 315 veículos excedendo o limite de velocidade da via. Caminhões a mais de 110 km/h e automóveis a 135 km/h em trecho cuja velocidade permitida é de 60 km/h. Além de autos de infração de velocidade, a PRF registrou mais de 400 multas.
Tragédia
A tragédia na BR-101, em Guarapari, aconteceu após a colisão entre uma carreta, um ônibus de viagem e duas ambulâncias, no dia 22 de junho de 2017, onde 23 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) relatou que a carreta transportava rocha com peso além da permitido, estava com pneu careca, tinha alteração no sistema de freio e estava com velocidade incompatível, invadiu a contramão e bateu de frente com o ônibus com 31 passageiros que fazia o itinerário São Paulo-Vitória. Ambulâncias que seguiam na mesma pista também se envolveram no acidente. O governo do estado decretou luto de três dias.