Pular para o conteúdo principal
Arquivo

Campanha quer trocar lacres e tampinhas por cadeira de rodas em Guarapari

Por Livia Rangel
Colorindo Sonhos (3)
É preciso juntar 900 quilos de lacres e tampinhas para trocar por uma cadeira de rodas.

Um simples lacre de latas de alumínio ou tampinha de garrafas que armazenam refrigerantes pode mudar a vida de muitas pessoas. Duvida?  Pois esse é o objetivo de mais uma ação do grupo Colorindo Sonhos, formado por mães de crianças com necessidades especiais moradoras de Guarapari: o projeto “Plante Amor, Colha Acessibilidade”.

Usando a metáfora do nome do projeto, cada lacre ou tampinha funciona como uma semente. E o plantio deve ser bem extenso. Afinal, é preciso juntar cerca de 900 kg, que enchem aproximadamente 200 garrafas PET para trocar por uma cadeira de rodas a serem doadas para pessoas com pouca ou sem nenhuma mobilidade. “Essa medida é o equivalente a R$ 3 mil, preço de uma cadeira de rodas de boa qualidade. Já temos o equivalente à metade”, explica Shirlei Nascimento, uma das organizadoras.

A quantidade necessária só não é maior do que a força de vontade dessas mulheres, que aprenderam a tirar sempre o melhor das adversidades. “Nossa meta é conseguir juntar esses primeiros 900 quilos até o Carnaval e doar a primeira cadeira. Para o começo do verão, a intenção era fazer um mutirão de limpeza nas praias, para recolher as latinhas e garrafas que os banhistas deixam para trás, mas infelizmente uma das mães passou por muitos problemas com a saúde do seu filho e a ação foi adiada”, revela. “Mas não vamos desistir e a meta continua de pé”.

Shirlei destaca que o objetivo maior não é simplesmente adquirir as cadeiras de rodas, mas abrir os olhos da sociedade com relação às pessoas que têm alguma deficiência. “Queremos sensibilizar a população de Guarapari e envolver a população na campanha é um primeiro passo”, destaca Shirlei.

As criadoras do grupo:
As organizadoras do grupo: Desirée, Rose, Shirlei e Nádia.

Sobre o grupo. O Colorindo Sonhos foi criado em julho do ano passado por quatro mulheres para compartilhar informações, dicas, dores, dificuldades e os avanços no dia a dia de seus filhos. De conversas pelo aplicativo Whatsapp, elas migraram para ações concretas, como o 1° Passeio Inclusivo, realizado em agosto, e palestras com especialistas na área de inclusão. A cada atividade promovida, a rede de apoio foi crescendo e atualmente, 96 mães participam do grupo.

“É impressionante como a gente começa a dar valor às pequenas coisas, porque quando nossos filhos aprendem a fazer um gesto que para gente é simples, mas para eles é como presenciar um milagre a cada dia”, destaca Shirlei.

Quem quiser ajudar, basta entrar em contato com uma das integrantes do grupo e combinar a entrega. Ainda há pontos de recolhimento na lanchonete Kebab’s, em Muquiçaba, Barraca do Chapéu, na Praia das Castanheiras e no Good Burguer, próximo à entrada do bairro Ipiranga.

Contatos para doação

Desirée: 99527-4693
Rose: 99816-5775
Shirlei: 99880-3854

Publicidade

Matérias relacionadas

O que é dor crônica? +SOU

O que é dor crônica?

Confira o artigo do médico ortopedista Dr. Eduardo Elias Vieira para a edição 61 da revist...

+SOU