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Casos de violência doméstica aumentam em Guarapari

Por Livia Rangel

Sete em cada 10 mulheres no mundo já foram ou são vítimas da violência doméstica de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, 40% dos assassinatos de mulheres são por parceiros íntimos segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Quando invertemos a situação, o índice é oito vezes menor: 5% dos homicídios de homens no país são cometidos por suas companheiras.

De 2001 a 2011, 50 mil mulheres perderam suas vidas para a violência doméstica, uma média de 5 mil mortes por ano. O Espírito Santo registrou um índice entre 5,5 a 6,5 homicídios por 100 mil mulheres. Os dados assustam e mostram que a violência contra a mulher é uma realidade no mundo, em nosso país, no nosso estado e no nosso município.

Em Guarapari, foram necessários seis meses deste ano para alcançar o total de ocorrências do ano passado. É o que aponta a delegada da mulher, Dr. Francine Parmagnani. “A violência doméstica não aumentou, sempre existiu. Mas agora, as mulheres têm mais coragem de denunciar com o respaldo da Lei Maria da Penha”.

De acordo com ela, antes da lei, o agressor assinava um termo e ficava solto, voltava para o mesmo ambiente da vítima. Hoje, a lei determina a prisão como medida preventiva. “E mesmo que o agressor pague a fiança, ele fica proibido de voltar para a casa. O juiz decreta afastamento da vítima, do lar e dos familiares, desde os filhos do casal aos pais e irmãos da mulher, por exemplo. E se descumprir, é passível de ser preso em flagrante”.

Além da Lei Maria da Penha, Guarapari ganhou mais uma arma contra a violência doméstica: o Centro de Apoio à Mulher. O local, inaugurado no dia 9 de dezembro, é uma integração de serviços, onde funcionará a Delegacia da Mulher e o Conselho Municipal de Direitos da Mulher. Além de atendimentos jurídicos por meio de parceria com a Faculdade Doctum.

“Às vezes, a mulher procura a delegacia para ser ouvida, nem sempre registra ocorrência. Então teremos todo um atendimento de aparato psicológico, assistente social, advogado. Descentralizar esse serviço da delegacia, que vai poder focar na investigação e repressão dos delitos praticados contra a mulher”.  

A delegada ainda relata que 90% dos casos têm envolvimento com uso de drogas e álcool. As principais causas de denúncia são: ameaças, vias de fato (quando não deixa marca) e lesão corporal. Os bairros de maior incidência são os da periferia, como Kubistchek, Adalberto Simão Nader, Bela Vista e Santa Mônica.

Centro de Apoio à Mulher

Atendimento: das 8h às 18h, de segunda à sexta-feira

Endereço: Rua Santo Antônio, 241, Muquiçaba (Antigo Procon)

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