Após dois dias da morte do adolescente Flávio Walter de Abreu Dias, em Guarapari, a causa do óbito ainda é desconhecida. De acordo com o pai Flávio Dias, o menino morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) enquanto aguardava encaminhamento nesta quarta-feira (25) para um hospital de Vitória. “Estamos todos sofrendo muito. Não dá para acreditar que segunda-feira estava passeando com meu filho, saudável e hoje ele não está mais aqui comigo”, desabafou.

Ainda segundo o pai, a mãe do menino também tentou dar entrada no Hospital Francisco de Assis (HFA), mas que teria sido negado por conta da idade do garoto. “Eu quero que todos saibam o que aconteceu. Hoje foi meu filho, mas amanhã pode ser outra criança”, completou Flávio. O Departamento Médico legal (DML) de Vitória, não chegou a uma conclusão sobre a morte do garoto, mas um laudo pericial deve sair em 30 dias.
Em nota a Unidade de Pronto Atendimento de Guarapari (UPA) disse que “durante o atendimento na madrugada, foi solicitado pela médica avaliação neurológica para o paciente, porém, o quadro clínico dele não era estável, sendo necessária a estabilização antes da remoção. Durante o atendimento foi aberto chamado para o SAMU, órgão que dispõe de ambulância de alta complexidade, ou seja, suporte avançado de vida (UTI móvel).
Esclarecemos ainda que o HFA realiza atendimentos em crianças de até 12 anos 11 meses e 29 dias. O corpo do paciente foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbitos para verificação da causa da morte. Tendo em vista que o exame de tomografia é um exame de alta complexidade e de competência do Estado”.
Já o Hospital Francisco de Assis (HFA) , informou que “na madrugada desta quarta-feira (25/07) Flavio Valter de Abreu Dias, de 13 anos foi avaliado por uma enfermeira do hospital em uma situação fora dos padrões de emergência. De acordo com o diretor Técnico do HFA, Dr. Álvaro Mendes, o adolescente estava acompanhado da mãe dentro de um veículo e não chegou a dar entrada no hospital.
Por conta disso, a enfermeira foi até o carro para realizar os primeiros atendimentos, verificando inclusive pulsação e respiração e outros sinais vitais que estavam normais. O menino, no momento da avaliação, não estava convulsionando. Por conta disso, ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município que é a referência para esse tipo de atendimento dentro da faixa etária do adolescente em questão (acima de 13 anos).
O HFA reforça que nos quatro anos, em Guarapari, nunca negou atendimento em situações de emergência. Inclusive já realizou diversos atendimentos desse tipo a adultos, acidentados e idosos. E se fosse constatado que o adolescente estivesse em uma situação de risco o hospital estaria pronto para atendê-lo”.