
Não devemos olhar os milagres apenas nos seus efeitos imediatos. Uma vida que recebe tal toque divino obtém muito mais do que parece. Existem muitas bençãos embutidas dentro de um milagre. A ressurreição do filho da viúva que morava em Naim é um exemplo claro dessa tese. Conquanto seja o fato de que seu único filho voltou a viver algo extraordinário, a repercussão é muito mais abrangente.
Imagine uma mulher que sepultou o marido e sua única companhia familiar é um filho. Esse garoto não tem irmãos. Não bastasse uma tragédia, agora outra bate à porta dessa mulher. Seu único filho morre. Morre com ele a alegria, o sustento, a esperança. O cortejo fúnebre já estava em andamento quando Jesus apareceu. Aquela mulher não sabia, mas o desfile da morte seria logo interrompido.
Jesus oferece à viúva: visão, compaixão e consolo (Lc. 7.13). Ao tocar o caixão, algo claramente incomum para aquele tempo, todos ficam paralisados e contemplam a grandiosidade do poder daquele é capaz de ressuscitar. Sim, a ressureição é um apogeu milagroso. Mas o efeito imediato do menino levantar-se é seguido de inúmeros outros benefícios na vida daquela mãe. Não conseguimos imaginar o alcance de um milagre. Ele, por si mesmo, já é algo grandioso; o que dele decorre, é incontável.