
Nos termos das conjugações verbais, o vocábulo “estava”encontra-se no pretérito imperfeito, enquanto “assentado” classifica-se como particípio passado. Essa pequena digressão na língua portuguesa serve para ilustrar que a condição daquele homem ficou – literalmente – no passado. Quem era ele? Não sabemos seu nome, mas que era cego de nascença. Não sabemos sua idade, mas que as circunstâncias o fizeram mendigar.
A cegueira teve um encontro com a luz do mundo (Jo. 8.12). A miséria teve um encontro com o pão da vida (Jo. 6.48). Jesus transforma! A Bíblia é certeira ao afirmar que os vizinhos o conheciam, de vista, como mendigo. É preciosa também ao consignar que tal situação ficou no passado. A mão divina não apenas tocou o corpo, mas também as condições de vida. A obra de Cristo é completa e suficiente.
O homem era cego, não é mais. Estava mendigando, não está mais. O contraste entre passado e presente é fantástico. A caminhada com Jesus é repleta de mudanças. Ele redime o passado, abençoa o presente e garante o futuro. É tão bom saber que existem coisas que não são mais atribuídas a nós. Deus “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl. 1.13). Aleluia!