Já são cinco dias sem policiamento nas ruas por conta da greve dos policiais militares. Desde sábado, já foram mais de 40 lojas saqueadas, arrombadas e assaltadas segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Um prejuízo de aproximadamente R$ 5 milhões para o comércio de Guarapari.
“Os bairros mais atingidos foram Centro, Muquiçaba, Aeroporto e Praia do Morro. Locais onde tem mais comércio. Muitas lojas estão sem condição de abrir por falta de mercadorias. Outro agravante é que com a paralisação dos ônibus, muitos funcionários não têm como ir para o trabalho. Então, as que estão abrindo trabalham com horário reduzido por falta de mão de obra”, disse o superintendente da CDL, Aguinaldo Ferreira Júnior.
De acordo com ele, a orientação é que as lojas só abram se sentirem seguras. “Com a chegada do exército, a sensação de segurança vai aumentando. Mas é preciso que cada segmento veja qual o melhor procedimento para si. Nós estamos estudando todas as alternativas que possam ajudar as lojas, inclusive estamos analisando a possibilidade de entrar na justiça para ter o ressarcimento dos danos”.
Nos últimos dias, apenas farmácias, supermercados e algumas padarias estavam abrindo as portas. “São estabelecimentos que oferecem serviços de necessidade básica, importantes para a população”, ressalta Aguinaldo. Mas, hoje, já foi possível ver mais lojas tentando voltar à rotina normal.
Porém, o prejuízo continua. “Estimamos cerca de R$ 5 milhões de prejuízo até hoje. Mesmo quem não foi assaltado, arrombado ou saqueado também ficou no prejuízo, pois deixou de vender. É triste ver que muitos cidadãos de ‘bem’ aproveitaram a situação e se tornaram oportunistas. Além de tudo também temos que enfrentar esse problema cultural”.
