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Estudantes protestam contra a demora na obra do Polivalente

Por Glenda Machado

Cerca de 300 alunos faltaram aula para ir às ruas pedir a conclusão da nova escola

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No lugar de salas de aula, as ruas. No lugar de lápis e caderno, cartazes e apitos. Assim foi o dia letivo hoje para cerca de 300 alunos da Escola Estadual Dr. Silva Melo – mais conhecida como Polivalente. Na pauta de reivindicações: término da obra, passe livre estudantil e eleição direta para diretor. Isso porque há quase seis anos estão estudando em um imóvel alugado que não suporta cerca de mil alunos.

“Queremos uma estrutura decente e não adaptada. As condições da escola atual são péssimas, portas caindo, infiltrações, o terceiro andar está interditado porque o gesso cedeu. Não temos aula de Educação Física. Eles tamparam a piscina e fizeram uma área comum, onde jogamos jogos de tabuleiro no que deveria ser aula de esporte e atividade física”, relata o diretor de comunicação da União dos Estudantes Secundaristas do Estado, Luiz Augusto Mendonça.

Quanto à obra, contam que estão acompanhando de perto e não entendem porque está parada há mais de um ano. “Já tentamos marcar reunião com a Superintendencia da Educação e com a Secretaria Estadual de Educação. Mas ninguém responde. Já tem mais de um ano que procuramos uma resposta, uma explicação, mas ninguém atende”, conta a presidente do Grêmio Estudantil Helenira Rezende.

IMG_20150318_090316586A forma que encontraram de chamar a atenção foi por meio do ato manifesto. Todos os alunos combinaram de faltar a aula, marcaram de se encontrar na Pracinha do Itapemirim, em Muquiçaba. A manifestação começou por volta das 8h, quando seguiram à obra da unidade no bairro Itapebussu. Depois foram até o prédio onde a escola funciona atualmente no Centro. O protesto foi realizado de forma pacífica e teve o acompanhamento da Polícia Militar.

O Folha da Cidade entrou em contato com o órgão responsável pela obra, o Institutode Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes). Mas até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. Enquanto isso, os alunos já estão mobilizando uma nova manifestação em busca dos seus direitos. “Vamos continuar fazendo protestos até que nos recebam, nos respondam, nos dêem explicações, estamos no nosso direito de cidadãos e alunos”, afirmam Luiz e Alessandra.

 

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