Com a aprovação e publicação do novo Plano Diretor Municipal (PDM), automaticamente ficam revogadas as demais leis complementares que ainda não foram colocadas em votação na Câmara de Vereadores. São elas: Código de Obras, Outorga Onerosa, Loteamento Fechado, Regularização Fundiária e Limite de Bairros. Até que sejam aprovadas, o setor da construção civil fica impossibilitado de lançar novos imóveis.

“Em plena crise de arrecadação municipal, falta de empregos, redução de juros de financiamentos, notícias de reaquecimento do setor imobiliário, a construção civil fica impedida de gerar renda e empregos. Novos empreendimentos somente com a aprovação do novo Código de Obras”, disse o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sindicig), Fernando Otávio. Segundo ele, as leis já estão há um ano na Câmara. E ressalta que essa demora significa impasse para a economia local já que a construção civil é a segunda maior geradora de empregos local, cerca de quatro mil diretos.
“Sem o Código de Obras, sem novas rendas, impostos, taxas e empregos. Sem a Outorga Onerosa, sem possibilidade de novas receitas para o município investir em infraestrutura e mobilidade. Sem Regularização Fundiária, sem possibilidade de mais de 80 loteamentos e centenas de famílias poderem ter água, energia, esgoto, além de não arrecadar IPTU. Sem Loteamento Fechado, impede novos investimentos o que reduz receitas e impostos. Sem limite de bairros, impede o planejamento urbano e regularização para investimentos públicos”.
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O outro lado

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