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Lei aprovada pela Câmara de Alfredo Chaves prevê cobrança de iluminação pública aos agricultores do município

Por Aline Couto

Agricultores de Alfredo Chaves estão indignados em ter que pagar taxa de iluminação pública

O projeto de lei 035/2017 proposto pelo Prefeito de Alfredo Chaves, Fernando Videiras Lafayette, no final do ano passado, está gerando polêmica entre os agricultores da região. O projeto estipulou a cobrança de energia dos agricultores de Alfredo Chaves.

Os produtores rurais do município estão indignados com uma decisão da Prefeitura, aprovada pela maioria dos vereadores, que prevê a cobrança da taxa de iluminação pública a todos os agricultores do município. Eles estão se sentindo lesados com a cobrança da taxa imposta pela Prefeitura e alguns relatam o pagamento até de iluminação pública de relógios irrigantes, os chamados relógios verdes, cuja utilização é apenas para a irrigação de lavouras.

A maioria dos vereadores aprovou a Lei em 27 de dezembro de 2017. Foto: Arquivo.

Diante das reclamações, a Prefeitura de Alfredo Chaves informou que iniciou conversas na intenção da alteração da Lei em questão para se adequar melhor a realidade e necessidades de todo cidadão alfredense. “Toda a arrecadação através da contribuição de iluminação pública é destinada ao pagamento para a EDP pela energia consumida, dar manutenção à iluminação pública e extensão das próprias redes”, disse a prefeitura em nota.

Sobre a cobrança dos relógios usados para irrigação, a Lei aprovada recentemente isentou os templos religiosos, prédios públicos e produtores irrigantes (horas verdes). “Com a crescente expansão de iluminação pública e havendo divergências na participação de contribuição, houve a alteração na Lei que reduziu alíquotas e universalizou as cobranças”, argumentou a Prefeitura.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou que a Promotoria de Justiça de Alfredo Chaves tem procedimento para apuração dos fatos em questão.

A Lei

O prefeito de Alfredo Chaves enviou uma mensagem à Câmara, como justificativa para a Lei, relatando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município nos últimos anos. “Todos os gestores municipais devem ajustar suas administrações e engendrar esforços visando potencializar e otimizar sua arrecadação tributária”, relatou através de nota.

Segundo a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, os vereadores estão estudando a elaboração de uma indicação à Prefeitura visando alterar a forma de contribuição para o custeio de Serviço de Iluminação Pública, uma vez que a matéria é de competência exclusiva do Poder Executivo.

Foto: Arquivo.
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