
O jornalista Eduardo Maia lança no próximo sábado (13) em Guarapari o livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock” (Editora Cândida). A obra relembra a história do Festival de Verão que movimentou a cidade no início dos anos 70. O lançamento ocorre no 1° piso do Shopping Guarapari a partir das 17h.
Cercado de mitos e histórias, o Festival de Verão de Guarapari, que ocorreu em 1971, pode ser classificado como um movimento revolucionário em terras capixabas. Em meio a ditadura militar, jovens resolveram organizar um festival de música, inspirado no lendário Woodstock, nas Três Praias.
Considerado o primeiro festival de música a céu aberto do Brasil, reuniu nomes como Milton Nascimento, Os Novos Baianos, Luiz Gonzaga, Taiguara, Tony Tornado e os capixabas Aprígio Lyrio e Cris Portela. O evento é lembrado, sobretudo, pelo salto que Tornado deu do palco, que acabou atingindo uma espectadora.
Eduardo conheceu a história do “Guaraparistock” em conversas na casa de seu tio, o também jornalista Pedro Maia, que era amigo de Rubinho Gomes, um dos organizadores do festival. Durante a faculdade, Eduardo sempre mergulhou em pautas voltadas à música capixaba e decidiu que o festival de verão seria o tema do seu Trabalho de Conclusão de Curso.
“Depois da faculdade, aprimorei o livro. Acrescentei mais entrevistas, mais fotos e informações, e reformulei os textos para chegar a ponto de lançá-lo”, contou o jornalista, em entrevista no ano passado, ao folhaonline.es.
“Memórias da Liberdade” conta com entrevistas de Paulinho Boca, dos Novos Baianos, Arnaldo Brandão, da banda A Bolha, e da dupla sertaneja pioneira Celma & Célia, que acompanhou o cantor Erasmo Carlos na viagem.
Questionado sobre a pesquisa para a produção do livro, o autor conta que buscou em diferentes fontes, e encontrou registros de vários jornais da época – estima-se que cerca de 200 profissionais do Brasil e do mundo tenham vindo acompanhar o festival.
“Consegui colocar algumas fotos raras no livro, uma delas é do Erasmo Carlos tocando na praia, outra 100% inédita que pega o momento exato da prisão do turista suíço. O festival foi amplamente coberto pela imprensa da época, então há muito texto e relato interessante”, detalhou.
