
Sem solução e sem saber a quem mais recorrer, moradores dos bairros Lameirão e Praia do Riacho, em Guarapari, se reuniram na tarde de segunda-feira (06) para pedirem por melhorias na região. Com o auxílio da Polícia Militar, a população fez uma manifestação fechando parte da Rodovia Paulo Borges.
Adalberto Marques, morador do Lameirão há sete anos, foi um dos organizadores da manifestação que contou com cerca de 60 pessoas. Ele contou que a situação da região é precária, com ruas esburacadas, sem manutenção e algumas sem energia. “Infelizmente o prefeito foi insuficiente para a gente. O bairro hoje tem cerca de três mil pessoas, bem maior que Buenos Aires onde o prefeito está investindo boa parte da renda orçamentária do município”.
Moradora há 25 anos do bairro e liderança comunitária, Jaqueline disse que o local está muito necessitado de asfalto, saneamento básico, praça de lazer, creche, posto de saúde. “Ninguém pensa no bairro, nesses anos todos a região segue do mesmo jeito. A população pede socorro”.
Os moradores relataram que por várias vezes a prefeitura foi solicitada para resoluções, mas nenhuma foi atendida. “Várias vezes buscamos soluções, mas nem protocolar os documentos a prefeitura quis, pediu para fazer um abaixo assinado e nada. Esse foi nosso único jeito de chamar atenção das autoridades”.
A Polícia Militar esteve no local durante a manifestação. “O responsável pela manifestação informou a polícia por meio de um ofício e tomamos a ciência que os moradores queriam fazer um protesto pacífico, na entrada do bairro Lameirão reivindicando melhorias na infraestrutura do bairro, que está com buracos, alagamentos, falta de saneamento básico, fornecimentos de água, entre outros. Combinamos que a via ia ser fechada pela população e a gente ia controlar o trânsito para promover a segurança de terceiros e dos próprios manifestantes, colocando redutores de velocidade, acompanhando e direcionando o trânsito”, explicou o Tenente Guimarães.


Outro lado
A Prefeitura de Guarapari e o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo – DER foram procurados, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.