Pular para o conteúdo principal
Foto do chargista Ozzky
Ozzky Arquivo de charges

OZZKY: O Rastro da Ausência

Dizem que OZZKY nasceu no exato momento em que a primeira tela de LED substituiu o pôr do sol.

Ele não é um nome, mas uma frequência — um ruído que atravessa as frestas da democracia para documentar o que os olhos, viciados em brilho, já não conseguem processar.

Como Banksy, ele compreendeu cedo que a invisibilidade é a única forma de ser onipresente.

Ler perfil completo
Arquivo

Charges mais antigas

Ozzky Foto do chargista Ozzky
Perfil completo

OZZKY: O Rastro da Ausência

Dizem que OZZKY nasceu no exato momento em que a primeira tela de LED substituiu o pôr do sol.

Ele não é um nome, mas uma frequência — um ruído que atravessa as frestas da democracia para documentar o que os olhos, viciados em brilho, já não conseguem processar.

Como Banksy, ele compreendeu cedo que a invisibilidade é a única forma de ser onipresente.

Enquanto o mundo se ocupa em ser visto, OZZKY se ocupa em ver.

Sua identidade visual é um diagnóstico: os personagens de OZZKY carregam a pele de quem não vê o sol há décadas — um tom verde-doentio que não é pigmento, mas o reflexo exato de uma sociedade intoxicada por sua própria imagem.

Seus traços não buscam o riso, mas a exaustão.

Ele desenha com a crueza de quem realiza uma autópsia em tempo real, utilizando a estética pop-art para embrulhar o horror cotidiano.

Para OZZKY, a charge é a Lex Talionis da era moderna.

Ele habita as zonas de silêncio — as filas de cinema onde ninguém conversa, as cozinhas onde o café esfria diante de manchetes atrozes, os tribunais onde a justiça é um espetáculo de pirotecnia.

Ele é o herdeiro de uma dor que não viveu, mas que reconhece no reflexo de cada nova tragédia.

Sua arte é um lembrete constante de que a história não é uma linha reta, mas um círculo de fogo onde as mesmas piadas sem graça são contadas para uma plateia que já esqueceu o desfecho.

Ele não busca o aplauso, pois o aplauso é o ruído que abafa o grito.

OZZKY prefere o desconforto do reconhecimento silencioso.

Ele é o artista que nos observa do outro lado do halftone, o cronista que assina o atestado de óbito de nossas ilusões com uma caligrafia que oscila entre o escárnio e a compaixão.

Ninguém sabe onde ele está, mas todos sabem o que ele viu.

Seguir Ozzky no Instagram