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Peça teatral conscientiza crianças sobre a dengue

Por Hamilton Garcia

Gessika Avila

A recorrência de casos de dengue está sempre preocupando a sociedade. Todo ano, surtos da doença acontecem, levando as pessoas a cobrarem das autoridades medidas de combate ao vetor. O que muitos custam a entender é que, para evitar a proliferação do mosquito, cada um deve fazer a sua parte.

DENGUE (2)

Há dois anos, um grupo de agentes comunitários de saúde da Unidade Pedro Machado, no bairro Bela Vista, em Guarapari, decidiu tomar uma atitude: eles se uniram e deram início a uma série de apresentações de um teatro sobre a dengue. A ideia agradou e eles continuam levando uma história de conscientização para crianças de várias partes da cidade.

Utilizando uma linguagem infantil, o objetivo da peça é levar mensagens que não sejam esquecidas com facilidade pelos pequenos, que aprendem e repassam os ensinamentos para os pais, cobrando deles atitudes para evitar casos de dengue. “Trabalhamos a prevenção durante as apresentações. As crianças interagem bastante e levam para casa a mensagem de conscientização”, conta uma das agentes, Carla Alessandra Milagre Muniz.

Para ela, as encenações têm surtido efeito. Depois de se apresentarem em 12 escolas e terem ajudado a conscientizar famílias inteiras, Carla percebe mais ações de combate à proliferação do mosquito da dengue. Mas o trabalho não para por aí: a peça continua sendo apresentada para estudantes, com o intuito de alertar cada vez mais pessoas sobre a doença.

Ao todo, 14 agentes se dedicam a chamarem atenção das crianças com as mensagens educativas. Todos dão um jeito de fazer com que os diálogos sejam absorvidos e transmitidos em casa. “Nos divertimos fazendo isso. É um trabalho recompensador, pois sabemos da importância dele e vemos que tem resultado”, destaca Carla.

A agente ainda aponta efeitos futuros em ações como essa. “O reflexo no amanhã vale ser ressaltado. São ideias assim que transformam a sociedade, fazendo as pessoas refletirem sobre suas ações e mostrando como elas podem mudar certos hábitos. A mensagem consegue ser multiplicada com facilidade e vidas podem ser salvas”.

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