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Perder ou Ganhar?

Por Livia Rangel

Não posso perder nenhum segundo… Dizia a voz marcante ao longe. O pensamento foi na busca em refletir sobre a duração/direção que motivava aquela voz. Na busca pelo ato na palavra, atua a força esmagadora de qualquer flexibilidade na escolha.

Não se pode perder o segundo ou não podemos ficar em segundo? O gosto amargo do segundo lugar como o grande troféu do perdedor. E que perda para quem se auto tiraniza na sentença diária de estar sempre a/na frente.

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Não se pode perder o segundo ou não podemos ficar em segundo?

 

Mas há primeiro lugar para todos? Primeiro, primazia, prioridade… Qual escolha tem sentido e que modus operandi busco nela dar conta? O imediatismo é filho dileto da competição. Mas, para competir cada segundo pagasse o preço de uma pseudo competência.

Competência é da ordem do que me compete, com responsabilidade, disciplina e principalmente respeito por mim e pelo que está em volta.

Mas o vício da competência competitiva passa por cima de quaisquer obstáculos, como a máquina que limpa o solo do amanhã, carregando consigo pedras que pesam e flores que poderiam ser poupadas nas estradas do tempo.

Seria incompetência conquistar o meu lugar, no meu tempo? Nosso puxadinho no universo não é igual ao de ninguém. Poder ser podium em si mesmo já é medalha segura que leva-se toda uma vida para se conquistar.

Não cabem num segundo lugar… Cabem em segundos… No meu tempo. Cabe em mim e não pesa no peito.

Segue o segundo…

Segue seguindo!

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