Os advogados do Estado ganharam um refresco no ambiente de trabalho. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) não vai mais obrigar os profissionais a usarem paletó e gravata para despachar ou transitar nas dependências da Corte no verão. A medida foi aprovada a unanimidade pelos desembargadores nesta quinta-feira (29) e a medida entra em vigor a partir do dia 1º de dezembro deste ano.
O pedido foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Espírito Santo (OAB-ES) e já entrou em vigor. Até o fim do verão, em 21 março de 2016, o traje só será exigido em audiências ou sustentações orais no tribunal. “Muitas vezes passamos muito tempo na rua, percorrendo de um fórum para outro. Não me parece razoável obrigar o uso do terno em um calor insuportável como este que estamos vivendo”, explica o presidente da OAB-ES, Homero Mafra.
Ainda está mantida a obrigatoriedade do uso de calça e camisa fechada, como ressalta a juíza de Direito assessora da Presidência do TJES, Heloísa Carriello. “As roupas devem ser compatíveis com o decoro judicial, de forma que não atentem contra a dignidade da justiça”, disse.
Para Homero, a resolução é uma medida democrática. “Mesmo com a decisão, há quem ainda vá preferir continuar usando o terno, mas assim é a democracia. Eu, por exemplo, já vou aderir a mudança”, contou ao sair do plenário, enquanto afrouxava sua gravata.
Com informações do gazetaonline