
A Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo (Sesa) afirmou em coletiva de imprensa na manhã de hoje que têm expectativas de vacinar de 30 a 35 mil pessoas na primeira etapa de distribuição das vacinas contra a Covid-19. Isso deve acontecer nas próximas semanas, a depender dos próximos passos do Ministério da Saúde. A coletiva aconteceu em transmissão ao vivo, com a participação do secretário Nésio Fernandes e do subsecretário Luiz Carlos Reblin.
Nésio Fernandes disse que tem perspectiva de aumentar os leitos para o tratamento da covid-19 ainda neste mês, com 60 leitos. O número pode ser reajustado, de acordo com a necessidade do aumento nas próximas semanas.
O subsecretário Luiz Carlos Reblin afirmou que o estado está preparado com infraestrutura e seringas necessárias para o início da campanha de vacinação. A expectativa é de que sejam vacinadas de 30 a 35 mil pessoas na primeira etapa, mas a confirmação desse número depende da distribuição das doses pelo Ministério da Saúde. “Essa é uma expectativa ainda não confirmada. O Ministério da Saúde vai realizar encontros ainda hoje e na próxima semana para, de uma maneira mais definitiva, informar qual é o total de vacinas disponíveis para essa primeira semana de vacinação” explicou Reblin.
O prazo para início das vacinas também se dará conforme a distribuição pelo Ministério da Saúde. “Essa vacina é recebida pela Secretaria Estadual de Saúde e redistribuída de maneira regionalizada. Nós estimamos um prazo de 48 horas para que, a partir do momento que a vacina estiver sob nossos cuidados, ela esteja nos municípios para iniciarmos a vacinação”, contou o subsecretário.
Nésio Fernandes ainda destacou que o início do processo de imunização não pode ser confundido com a falsa ideia de que a pandemia está controlada. Isso porque ainda não será possível vacinar grande parte da população e deve ser aguardada algumas semanas para que as pessoas vacinadas desenvolvam a imunidade. “Esperamos que a Astrazeneca tenha um período maior entre uma dose e outra, fazendo com que mais pessoas tomem a vacina”, disse.
Reblin afirmou que a campanha para vacinar a maior parte da população deve demorar um pouco, pois não há capacidade de produção para imunizar todos de uma só vez. “Não será um mês de vacina. Será um ano. A vacina não pode ser um problema, tem que ser solução. Não há produção no mundo capaz de atender toda a população de imediato”, disse.
Pacientes transferidos de Manaus
Sobre a transferência de pacientes de Manaus para o Espírito Santo, o subsecretário destacou que não há riscos de transmissão da doença por uma pessoa que já está internada. “A transmissão se dá de outras formas, de quando a pessoa circula carregando o vírus, por exemplo”, afirmou Reblin.
“Não deve haver nenhum tipo de receio na transferência desses pacientes. Precisamos ser solidários neste momento. Não é admissível e nem aceitável que um estado que tenha condições de receber pacientes não o façam”, completou Nésio.
*Com informações de Folha Vitória.