
Visitei os cinco mini shoppings da Praia do Morro: Praia Center, Beira Mar, Praia do Morro, Mar e Onda, passando loja por loja, para ver e perguntar o que os visitantes da Cidade Saúde mais gostam de levar.
Perguntava por souvenir e percebia que muitos não sabiam o que era. Achei que estava usando a palavra errada e fui ao dicionário: objeto que resgata memória de um destino turístico, associando bons momentos.
Para facilitar, passei a perguntar por lembrancinhas e aí ficou mais fácil. Talvez porque a maioria das lojas esteja abarrotada de coisas da China, do Paraguai ou da 25 de Março e pouca coisa de produção local.

O que mais encontrei foram camisetas, chinelos, canecos, copos, pratos, molduras para fotos, fronhas, toalhas e guardanapos bordados. Diferentes vi um marlim e conchas, escrito Guarapari na base.
Num só lugar encontrei as panelas de barro para fazer a famosa e deliciosa moqueca capixaba, que estão em vários pontos da entrada da cidade, em ofertas tentadoras para comprar três.
Para minha surpresa, o que não vi foram bonés, viseiras ou chapéus, sempre presentes em cidades turísticas. Também não encontrei nada sobre José de Anchieta, ícone do turismo local.

Senti falta de postais, livro ou revista sobre a cidade. Também não encontrei um mapa turístico ou folheto da cidade, sendo que a Secretaria de Turismo os tem em distribuição gratuita.
Com a riqueza do artesanato local, imagino que este seria o produto ideal para ser oferecido como lembrança da cidade, com alguma inscrição que o relacionasse: o coco por exemplo.
Algo poderia associar às três coisas mais procuradas pelos turistas: escunas, trenzinhos e bananas, afora haver lembrancinhas para comprar nos pontos de venda destes, relembrando os bons momentos.

Os que perderam emprego ou negócio com a pandemia, bem poderiam produzir coisas específicas relacionadas aos atrativos que agradam os que vem à Cidade Saúde.
Este é o momento ideal para começar a produção destes souvenirs ou lembrancinhas, já que estes itens são tradicionalmente mais vendidos nos meses da alta temporada.

Uma ideia para estes, seriam miniaturas da Fonte, das Ruínas, da Antiga Matriz, do Radium Hotel ou da Casa da Cultura, até para ativar o turismo a estes pontos.
Alguns artesãos passam o ano inteiro criando e produzindo sua arte, para depois venderem tudo nos meses de verão e nos feriadões.

Esta promete ser a melhor temporada dos últimos tempos!
Antônio Ribeiro é administrador pelo Mackenzie, especialista em Marketing pela PUC e MBA pela FGV.
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