
Existiam entre Jesus e a mulher samaritana várias barreiras, tanto no aspecto cultural quanto no social e religioso. O sublime encontro do Senhor com o ser humano quebra todos os obstáculos para que haja pleno resgate. Ele é o autor da salvação. Ele a garantiu e consumou. O famoso encontro junto ao poço em que referida mulher buscava água enseja várias lições, dentre as quais uma se destaca: a verdadeira adoração.
A adoração não é restrita em lugares (Jo 4.21). A sacralidade não está no ambiente, mas sim na disposição da vida do adorador. Não é onde estou, é como estou e a quem adoro. A adoração não é ignorante (Jo 4.22). Os samaritanos adoravam o que não conheciam, nós adoramos a quem conhecemos. Ele é a verdade, sabemos em quem temos crido e por isso lhe tributamos a devida honra.
A adoração é em espírito e em verdade (Jo 4.24). Deus é espírito. Nós o adoramos de todo coração, com sinceridade e intensidade. O grau do comprometimento da vida e da autenticidade da entrega testifica a verdade do adorador. O que nos credencia é o que o Senhor verifica dentro de nós por meio da graça. Somos chamados ao fervor espiritual e ao sólido fundamento bíblico para expressar adoração, posto que não fomos criados para qualquer tipo de vida. Existimos para adorar a Deus em espírito e em verdade.