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Coluna Palavra de Fé: O barco que não afundou

“Então, eles, de bom grado, o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino.” João 6.21

Por Redação Folhaonline.es

“Então, eles, de bom grado, o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino.” João 6.21

Todo mundo tem história, nem todo mundo faz história. Chegar ao destino projetado não é tarefa isenta de tempestades. A Bíblia afirma o lugar que eles queriam chegar e que Jesus ainda não viera ter com eles quando já se fazia escuro (Jo. 6.17). A tempestade parece atrapalhar os planos. O mar começou a empolar-se, agitado por forte vento (Jo. 6.18). O desespero passou a dar o tom da vida dos discípulos.

Eles estavam em obediência (Mc 6.35), mesmo assim a tormenta chegou. A vida abundante que Jesus prometeu não é sinônimo de ausência de lutas. Triunfalismo não combina com a fé cristã. Humildade e submissão ecoam melhor no coração de um discípulo. Desertos fazem parte da trajetória. Para quem vive na dependência do Espírito Santo, tais desertos se apresentam como escola, não como cemitério.

A mesma lógica serve para as tempestades: são elas pedagógicas, e não terminativas. Jesus anda sobre o mar. Que grande milagre! A lei da física é contrariada, as revoltas águas tornam-se uma retilínea estrada para o Senhor passar. A história daquele barco seria o naufrágio, mas Jesus fez história. Aliás, ele é a própria História. “Sou eu. Não temais!” (Jo 6.20) O verbo “afundar” não combina com o Verbo Eterno. Os discípulos continuaram, rumo à obediência e o barco cumpriu sua missão.

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